Antes que o amigo dourador se exalte, coisa que vem sendo hábito, digo desde já que não o incluo no grupo de aldrabões e mafiosos, mas sim no de ingénuos que pensam que a tão falada hegemonia do porto no futebol português foi conquistada com uma boa gestão e com alguma pinga de mérito.
A verdade, que há de vir à tona mais dia menos dia, é que o porto chegou onde chegou "darivado ó fato" de ter construído uma rede de malfeitores que dominou (e ainda mexe) os vários recantos do futebol português.
Para todos os interessados, recomendo a leitura do livro do jornalista Marinho Neves, "Golpe de Estádio". Nesta obra de inestimável valor encontram-se os procedimentos usados pelo seminarista (PC) e o seu boxeur amestrado (Reinaldinho), desde os tempos em que o primeiro era dirigente da secção de boxe do fcp. Conta ainda como estes dois artistas e o oliveirinha (na altura jogador do fcp) minaram o balneário de modo a que o presidente (américo sá, se não estou em erro) saísse pela porta dos fundos.
Com um elenco notável, onde encontramos o guarda abel, antónio garrido, entre outros, só é pena o relato ser anterior ao aparecimento dessa pega chamada carolina...
Continuando, porque o macaCO ADRIAN(o)SE me irritou com os seus ensinamentos sobre desporto; ele que não sabe a história (e as estórias) do seu clube, comecei a pesquisa e encontrei um extracto de uma entrevista com o Octávio Machado, que passo a citar:
Correio da Manhã de Sábado, 11 de Dezembro de 2004
"CM: Ficou surpreendido com as evoluções do processo ‘Apito Dourado’?
OM: – Eu, que ando há quarenta anos no futebol?! Fui a primeira pessoa a falar do sistema. Dez anos antes de Dias da Cunha o fazer. Pensa que alguma vez vou esquecer o que vivi antes do jogo Gil-Vicente-FC Porto na época de Carlos Alberto Silva. Foram os momentos mais traumatizantes da minha vida e da minha carreira. Esse jogo determinava a descida de divisão do Gil Vicente, treinado por António Oliveira, caso a equipa perdesse contra o FC Porto, na altura do jogo já campeão nacional.
Não esquece porquê?
– Porque tive de lutar para que mantivéssemos a nossa dignidade.
Sofreu pressões para que o FC Porto facilitasse a vida ao Gil Vicente?
– Num telefonema chegaram a dizer-me que eu era a única pessoa do FC Porto que desejava a vitória da equipa frente ao Gil Vicente.
Quem lhe telefonou?
– Um amigo. De facto, bem vi aqueles que foram ao balneário do Gil Vicente festejar a vitória da equipa. Perdemos por 1-0, mas não perdemos a dignidade porque não cedo a pressões e disse isso mesmo aos meus jogadores no fim do jogo.
Pinto da Costa deu-lhe a entender que o FC Porto devia facilitar?
– Nunca me diria isso porque me conhece.
Algum dirigente do FC Porto o fez?
– Há muitas maneiras de fazer pressão. Posso apenas dizer que vivi momentos muito difíceis, mas tenho que deixar alguma coisa para revelar no meu livro. Mas não foi a única vez que me aconteceu. Num jogo entre a Académica e o FC Porto em que se discutia a descida de divisão da Académica, também passei por situações difíceis. Acabamos por ganhar com um golo de Raudnei, infelizmente para alguns, porque não era suposto o FC Porto ter ganho esse jogo à Académia.
Em que época se passa esse segundo episódio?
– Quando Ivic era treinador do FC Porto.
O treinador da Académica era António Oliveira...
– Exactamente.
Foi pressionado, por duas vezes, para não prejudicar duas equipas, treinadas por António Oliveira?
– Vivi momentos muito difíceis."
Quem quiser ver mais coisas, pode ir a: http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/058913.html
Mas há mais, e prometo ser longo.