"Baía impressionanteVítor Baía atingiu ontem a centésima presença num jogo das competições europeias. Capitão dos dragões na ausência de Jorge Costa (pela primeira vez nesta época o central falhou uma partida da Liga dos Campeões), o guarda-redes pôde acrescentar mais esta marca ao seu já impressionante currículo. À escala planetária, Baía é o futebolista com mais títulos conquistados, precisamente 27, entre os quais se destacam as vitórias na Liga dos Campeões, Taça UEFA, Taça Intercontinental e Taça das Taças (conquistada ao serviço do Barcelona). A utilização, ontem à noite, frente ao Inter de Milão permitiu a Vítor Baía somar a centésima partida em todas as competições europeias, uma marca invejável e que também diz muito sobre a carreira do guardião."
Respondendo ao apelo - que me enche de orgulho - do Benfiquista desolado, estou de volta (sendo certo que a ausência apenas se ficou a dever a uma lesão nas costas...).
É pena que este "recorte" da bola, mais centrado no currículo de Vitor Baía do que nas suas capacidades, não refira a brilhante exibição (mais uma...) do mesmo frente ao Inter de Milão, e que, por si só, garantiu um resultado que, não sendo brilhante, permite que o FCP continue a sonhar com a continuação na Liga dos Campões (mais uma vez desacompanhado de qualquer outro clube nacional...).
Sendo este blog dedicado ao melhor e ao pior do nosso futebol, penso que todos - independentemente da sua "confissão" - concordam que
o Vitor Baía é/foi, sem dúvida, o melhor guarda-redes português de todos os tempos (ou, pelo menos, desde que existe televisão a cores...) e que, por isso mesmo, merece o reconhecimento e a homenagem de todos os portugueses (com excepção da Xana Baía...).
Além de ser o futebolista em actividade com mais títulos (que outro português se pode gabar de ser o mais bem sucedido a nível mundial naquilo que faz??), o sub-capitão do FCP tem vindo a manter um nível exibicional impressionante (não, obviamente, sem alguns erros ou frangos pontuais), o que, como adepto do FCP, me faz desejar que possa continuar a jogar por mais alguns e bons anos.
Curiosamente, a Selecção Nacional não contribuiu, em nada, para a construção do palmarés do futebolista em actividade com mais títulos. É certo que o título de Campeão do Mundo em Riade foi "trocado" pelo 1.º título de campeão nacional ao serviço do FCP, mas, mesmo assim, nada do que o Baía conquistou se deve à Selecção Nacional (a mesma que, nunca tendo conquistado qualquer título nas categorias seniores, abdica do futebolista mundial com maiores sucessos a nível individual...).
Ora, mesmo sem qualquer vantagem pessoal (antes pelo contrário), e ao contrário de outros futebolistas nacionais consagrados (maxime, Luís Figo) o Baía manteve-se e mantém-se sempre disponível para representar uma Selecção e um País que, não só nunca lhe deram nada, como o menosprezaram e rejeitaram, o que revela qualidades pessoais e um sentido de patriotismo bem acima da média.
Não quero com isto reabrir a polémica relativa às qualidades do Ricardo, do Quim, do Moreira e de todos os outros guarda-redes nacionais que lutam para, um dia, serem metade daquilo que o Baía hoje é, nem relativamente à sua (não) chamada à Selecção pelo Selecionador Nacional Estrangeiro mais amado pelos Portugueses (a ser comigo, já teria, há muito, abdicado da selecção...), mas, tão só, demonstrar que - quer se goste, quer não se goste da pessoa/atleta - o que Baía fez/é merece o reconhecimento de todos.
Aliás, um país de "tanga", na cauda da europa e de tendências politícas assustadoramente comunistas/esquerdistas, bem precisa de exultar os seus heroís e aquilo que tem de bom...
Neste sentido, e para que, como todos os Portugueses de sucesso, não seja reconhecido apenas após a sua "morte", só me resta dizer:Obrigado Baía!!