quarta-feira, outubro 19, 2005

Soube a pouco

Confesso que ontem não festejei o golaço do Manelinho. Inclusivamente, os únicos gritos que me saíram da boca foram palavras menos próprias dirigidas ao Benfica, algo como:“Filhos da p#%a! Nojentos de m#$%a! Só quando precisam é que marcam”
Este sentimento é fácil de explicar… Pela 4ª vez esta época, Sporting, Manchester, Porto e agora Villarreal, o senhor Koeman prepara a sua equipa, táctica e psicologicamente, para o empate. Podemos até ser claramente superiores ao adversário, mas há ali qualquer coisa que emperra a máquina.
Nestes 4 jogos, o senhor Koeman podia e devia ter arriscado mais. Talvez no Sporting nem tanto porque o seu conhecimento da equipa ainda não era o que é hoje, mas nos outros 3, claramente sim. Em Manchester, o Benfica entrou (e saiu) com demasiado respeito, no Dragão, teve claramente a sorte do jogo e contou ainda com a tremenda falta de jeito de Adriaanse e ontem… bom… ontem o Benfica podia ter desfeito o Villarreal e dado um passo enorme rumo à fase seguinte.
Mas nada disso. Ao invés, Koeman chegou à flash interview com um sorriso rasgado dizendo que apesar de ter jogado para ganhar achava que um ponto era muito bom. MENTIRA. Não jogou para ganhar e dadas as fragilidades defensivas dos espanhóis, este empate significou perder dois pontos.
O que me irritou mesmo foi ter estado 70 minutos em sofrimento para sofrer aquele golo e depois ver que afinal todo aquele sofrimento poderia ter sido facilmente evitado… bastava terem insistido um pouco mais no ataque.
Já sei que os mais pragmáticos me vão falar de Trappatoni e de como fomos campeões. De que neste momento, temos tudo para passar à fase seguinte, inclusivamente em primeiro. Mas os anos de vida que perdi ontem, esses já ninguém mos devolve. E lembrem-se que a linha que separa o sucesso do insucesso de quem joga para o empate é muito ténue. É verdade que hoje Koeman é bestial… mas facilmente se poderá tornar a besta que foi no início de época.