sexta-feira, setembro 16, 2005

o porto é um nojo...

Antes que o amigo dourador se exalte, coisa que vem sendo hábito, digo desde já que não o incluo no grupo de aldrabões e mafiosos, mas sim no de ingénuos que pensam que a tão falada hegemonia do porto no futebol português foi conquistada com uma boa gestão e com alguma pinga de mérito.

A verdade, que há de vir à tona mais dia menos dia, é que o porto chegou onde chegou "darivado ó fato" de ter construído uma rede de malfeitores que dominou (e ainda mexe) os vários recantos do futebol português.

Para todos os interessados, recomendo a leitura do livro do jornalista Marinho Neves, "Golpe de Estádio". Nesta obra de inestimável valor encontram-se os procedimentos usados pelo seminarista (PC) e o seu boxeur amestrado (Reinaldinho), desde os tempos em que o primeiro era dirigente da secção de boxe do fcp. Conta ainda como estes dois artistas e o oliveirinha (na altura jogador do fcp) minaram o balneário de modo a que o presidente (américo sá, se não estou em erro) saísse pela porta dos fundos.

Com um elenco notável, onde encontramos o guarda abel, antónio garrido, entre outros, só é pena o relato ser anterior ao aparecimento dessa pega chamada carolina...

Continuando, porque o macaCO ADRIAN(o)SE me irritou com os seus ensinamentos sobre desporto; ele que não sabe a história (e as estórias) do seu clube, comecei a pesquisa e encontrei um extracto de uma entrevista com o Octávio Machado, que passo a citar:

Correio da Manhã de Sábado, 11 de Dezembro de 2004

"CM: Ficou surpreendido com as evoluções do processo ‘Apito Dourado’?

OM: – Eu, que ando há quarenta anos no futebol?! Fui a primeira pessoa a falar do sistema. Dez anos antes de Dias da Cunha o fazer. Pensa que alguma vez vou esquecer o que vivi antes do jogo Gil-Vicente-FC Porto na época de Carlos Alberto Silva. Foram os momentos mais traumatizantes da minha vida e da minha carreira. Esse jogo determinava a descida de divisão do Gil Vicente, treinado por António Oliveira, caso a equipa perdesse contra o FC Porto, na altura do jogo já campeão nacional.

Não esquece porquê?

– Porque tive de lutar para que mantivéssemos a nossa dignidade.

Sofreu pressões para que o FC Porto facilitasse a vida ao Gil Vicente?
– Num telefonema chegaram a dizer-me que eu era a única pessoa do FC Porto que desejava a vitória da equipa frente ao Gil Vicente.

Quem lhe telefonou?
– Um amigo. De facto, bem vi aqueles que foram ao balneário do Gil Vicente festejar a vitória da equipa. Perdemos por 1-0, mas não perdemos a dignidade porque não cedo a pressões e disse isso mesmo aos meus jogadores no fim do jogo.

Pinto da Costa deu-lhe a entender que o FC Porto devia facilitar?
– Nunca me diria isso porque me conhece.

Algum dirigente do FC Porto o fez?

– Há muitas maneiras de fazer pressão. Posso apenas dizer que vivi momentos muito difíceis, mas tenho que deixar alguma coisa para revelar no meu livro. Mas não foi a única vez que me aconteceu. Num jogo entre a Académica e o FC Porto em que se discutia a descida de divisão da Académica, também passei por situações difíceis. Acabamos por ganhar com um golo de Raudnei, infelizmente para alguns, porque não era suposto o FC Porto ter ganho esse jogo à Académia.

Em que época se passa esse segundo episódio?

– Quando Ivic era treinador do FC Porto.

O treinador da Académica era António Oliveira...

– Exactamente.

Foi pressionado, por duas vezes, para não prejudicar duas equipas, treinadas por António Oliveira?

– Vivi momentos muito difíceis."

Quem quiser ver mais coisas, pode ir a: http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/058913.html


Mas há mais, e prometo ser longo.

4 Comments:

At 9/16/2005 07:40:00 da tarde, Blogger Dourador de apitos said...

Muito gostam vocês de me meter ao barulho...
Volta Leão, que eles agora são maus só para mim!!

Meu Caro,

Fica sabendo que eu não sou tão ingénuo ao ponto de pensar que a hegemonia no futebol só depende de boa gestão e de mérito.

Aliás, se fosse, as histórias dos "Calabotes" e do "antigo regime", bem como a "contratação" do Cunha Leal para a Liga e a "guerra de comadres" após o regresso do Major à mesma, tinham acabado com a minha ingenuidade rapidamente...

O que eu sempre disse e continuo a dizer é que, a existir um "sistema", prefiro que ele esteja do meu lado e não contra mim... Não é ingenuidade, é puro pragmatismo.

Quanto às "bombas" que "revelas":
O Marinho Neves é uma "peça" antiga e merece a credibilidade que a sua aparência de louco transmite, ou seja, zero...

Quanto ao "Malvado" acredito no que ele diz, dando, fruto do seu ódio visceral aos manos Oliveira, o devido desconto. No entanto, não vejo qualquer relação nos casos relatados com o apito dourado, mas posso ter percebido mal a coisa...

Quanto às declarações do meu treinador, se leres bem o que ele disse, vais ver que ele não disse mal do SLB, nem falou de esquemas, limitou-se a criticar os jornalistas portugueses os constantes fait-divers de 2.ª do nosso futebol...

Desculpa, mas não concordo contigo, nem acho que uma coisa tenha a ver com a outra...

 
At 9/16/2005 07:44:00 da tarde, Blogger Dourador de apitos said...

E mais:

Prometo-te que, se um dia se souberem mais histórias do SLB e dos seus honestos dirigentes (e relembro-te que o Tio Gica Azevedo foi solto há bem pouco tempo), nunca direi que o Benfica é um nojo.

Não confundo os clubes e as instituições com as pessoas que estão à frente delas...

 
At 9/16/2005 08:05:00 da tarde, Blogger meia distância said...

eu só as confundo quando são feitas à imagem de quem as dirige.

e outra coisa que nos separa é que quando o tio gica foi preso eu e os que me são mais próximos ficámos contentes.
quando for (se for) o pc, quero ver as manifestações e desacatos nos aliados...

 
At 9/18/2005 03:05:00 da tarde, Anonymous crl said...

O Porto abrigo de barcos, o Porto cidade ou o F.C.Porto que para além de Instituição Desportiva de Utilidade Pública é também o maior produtor de melões em Portugal, no Mundo e quiçá ... na Europa? Coitadinho!!!

 

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