quinta-feira, junho 16, 2005

Longos dias/euros tem uma época...

DRAGÕES FIZERAM MEXER O MERCADO DE TRANSFERÊNCIAS
125 milhões em cinco épocas (in O Record)
Nuno no Dínamo por 2,5 milhões... (in O Jogo)

O "entreposto" (não é piada ao meu velhote com Alzeimer preferido...) de jogadores do FCP continua em grande... 125 M€ em vendas no período de 5 anos, mas com especial destaque para estes dois últimos, é mesmo muita "fruta" (sem pernas...) e garante uma reforma dourada (com direito a ilha privativa e muitas taças de champagne...) a quem quer que seja.
As últimas vendas do FCP (a que se junta agora a do GR Nuno) têm um denominador/destino comum/único: a cidade e um clube de Moscovo, nos quais Pinto da Costa parece ter encontrado um "irmão gémeo" tão sedento de reforma ou tão enamorado por alguém com gostos caros quanto ele, e que, só nos últimos meses, transferiu para os cofres da FCP SAD (será?) 32,5 M€ a troco de 4 jogadores. Também seria interessante analisar a novela dos vários "tugas" que o Dynamo M. comprou o ano passado e que já estarão de regresso às origens (L. Loureiro, Thiago, etc.), bem como os que ainda estão para ir ("Enak"), mas este não é o lugar próprio para isso.
Este "regabofe" financeiro e de transferências tem, como é óbvio, consequências no plano desportivo. O FCP fez a época que se conhece e o Dynamo de Moscovo anda perdido algures no meio da tabela do competitivo campeonato russo, tendo a defesa mais batida do campeonato...
Voltando ao meu clube, concordo que "o crime do FC Porto na época passada não foi, forçosamente, comprar muitos jogadores. Essa é a crítica preguiçosa, proferida à distância sem o mínimo conhecimento de causa, nuns exemplos por má fé puramente clubista, noutros por necessidade de encontrar culpados depressa (de preferência, um diferente todas as semanas) e noutros ainda por xenofobia clássica, disfarçada de conhecimento ancestral, arrancado ao convívio duvidoso com mestres que já cá não estão para se defenderem. O FC Porto não consumou o crime ao comprar jogadores para substituir os que vendeu: consumou-o quando desistiu deles quase tão depressa como os contestatários. Não se falha a reconstrução de uma equipa por se fracassar logo no primeiro campeonato: falha-se quando se deita fora o trabalho para começar tudo outra vez. O erro ficou à mostra, só não se sabe qual terá sido. Ou as compras foram mal feitas ou não foram. (In O Jogo)
Isto é a mais pura das verdades...
Com efeito, por uma razão ou por outra, em dois anos o plantel do FCP que foi campeão europeu "perdeu" cerca de 20 jogadores, só restando o V. Baía, o J. Costa, o P. Emanuel, o R. Costa, o N. Valente e o Bosingwa (e, eventualmente, o McCarthy), o que quer dizer que o FCP tinha, mesmo, que comprar outros tantos, o que efectivamente fez. Aliás, se pensarmos bem nos que saíram e nos que entraram, vemos que as posições no terreno são, quase sempre, coincidentes, o que até revela alguma lógica e planeamento. O que já não revela qualquer racionalidade é comprar 20 jogadores (presumo que porque se pensa que são bons...) numa só época e desistir deles escassos meses depois (sem lhes conceder hipóteses de se adaptarem e de conhecerem o clube), para se voltar a comprar 10 na época seguinte... Será que o Sokota é muito melhor que o Fabiano? Será que o Alan é muito melhor que o Cláudio? O que é que a generalidade dos jogadores do FCP que "falharam" esta época puderam demontrar? Muito pouco... Ainda para mais, o "papa" já devia saber que foi, precisamente, esta rotatividade de jogadores que ditou que o SLB e o SCP ficassem longos anos sem ver o "padeiro" (não é piada ao meu mister/mestre pasteleiro preferido...).
Assim sendo, vamos lá ver se, esta época, os erros não se repetem todos e se isto tudo não serviu apenas para o PC comprar mais uma "ilhota" no Pacífico e mais umas caixas de Moet Chandon...