terça-feira, abril 26, 2005

Este Senhor é o Presidente da Liga!!!! Escandalo

No âmbito do processo “Apito Dourado”,Jorge Nuno Pinto da Costa é suspeito de ter actuado na forma activa em alegado crime de tráfico de influências, relacionado com duas decisões da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. De acordo com o despacho da juíza de instrução criminal Ana Nogueira, o líder portista pediu a interferência de Valentim Loureiro, que teria assim abusado da sua influência junto da comissão encarregada de decidir os castigos disciplinares aplicados aos jogadores. Com base no despacho da magistrada – que também indiciou Pinto da Costa em dois dos quatro jogos da Superliga que estão a ser investigados pela Polícia Judiciária do Porto. Em causa estão os processos relativos aos então jogadores portistas Deco e Maniche, a decorrerem na Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional aquando dos actos. Pretender-se-ia atenuar os possíveis castigos aos dois centro-campistas, essenciais para a equipa treinada por José Mourinho na temporada de 2003/4.
Valentim com pena maior. Valentim Loureiro incorre numa moldura penal mais pesada, visto que o autarca de Gondomar está indiciado por um suposto crime de tráfico de influências só que na forma passiva, o que é mais penalizado do que na forma activa. Ambos os arguidos estão indiciados por eventuais crimes de tráfico de influências para atribuição de uma decisão ilícita favorável, só
que nas formas passiva (Valentim Loureiro) e activa (Pinto da Costa), segundo as indiciações da juíza Ana Nogueira.
Jacinto Paixão, aquando do interrogatório presidido pela juíza de instrução criminal Ana Cláudia Nogueira, admitiu conhecer o major Valentim Loureiro, que considera “uma pessoa espectacular”, através do seu padrinho, João Rosa Penicho, que também é árbitro de futebol.

Valentim, o «espectacular»
Depoimento de Jacinto Paixão iliba Valentim Loureiro. Mas numa
escuta o major diz-lhe ter falado com o observador sobre a sua nota
Escuta telefónica entre Valentim Loureiro e Jacinto Paixão – “Eu já falei com o homem, e você tem uma boa nota, isto está a correr bem”, disse o primeiro ao segundo –, está convencido de que o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional teria procurado beneficiar o árbitro alentejano apesar de este ter prejudicado o próprio Boavista, do qual o major é presidente honorário. Na prática, Valentim Loureiro estaria a “premiar” uma arbitragem que, segundo os críticos dos jornais desportivos, prejudicou claramente o Boavista, equipa que, de qualquer modo, nunca esteve muito bem ao longo dos 90 minutos. Jacinto Paixão tomou a iniciativa de telefonar a Valentim Loureiro, no dia seguinte ao jogo Boavista-Estrela da Amadora disputado a 3 de Abril de 2004 e que os boavisteiros perderam por 1-2. De acordo com as escutas gravadas pela Polícia Judiciária do Porto, Jacinto Paixão telefonou, de facto, a Valentim. “Mas aquilo não se podia fazer mais!...”, começou por dizer o árbitro ao dirigente boavisteiro, tendo este relativizado. “Eu vi, eu vi, aquilo esteve mal! Pronto... foi azar. Também os gajos, cada vez que foram lá acima, deu logo um goleco”, admitiu o presidente da Liga. Mas a verdade é que Jacinto Paixão teve uma nota desfavorável do observador José Alves, tal contribuindo no fim da temporada para a sua descida à segunda categoria nacional.